A função do Espírito Santo
Deus, porém, revelou-as a nós pelo Seu Espírito. Pois o Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus (1 Coríntios 2:10).
O Espírito Santo toma das coisas de Deus e as revela àquele que fervorosamente busca o celestial tesouro. Se cedermos à Sua orientação, Ele nos guia a toda luz. — The Review and Herald, 15 de dezembro de 1896.
Estudo adicional: Manuscript Releases, vol. 2, pp. 9-18.
Domingo, 30 de setembro
1. LIMITES À SABEDORIA HUMANA
A. Qual é o maior mistério para a mente humana? Jó 11:7; Isaías 40:28.
Jó 11:7 — Poderás descobrir as profundezas de Deus? Poderás descobrir a perfeição do Todo-Poderoso?
Is 40:28 — Não sabes? Não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da Terra, não Se cansa nem Se fatiga? O Seu entendimento é insondável.
Que ninguém, com mão presunçosa, tente erguer o véu que esconde a glória [de Deus]. “Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos!” (Romanos 11:33). O fato do Seu poder estar oculto é uma prova de Sua misericórdia, pois erguer o véu que esconde a presença divina é morte certa. Nenhuma mente humana pode penetrar no esconderijo onde o Todo-Poderoso habita e atua. Somente aquilo que Ele acha adequado revelar é que podemos compreender a Seu respeito. — A ciência do bom viver, p. 438.
B. Como podemos compreender as coisas de Deus? Deuteronômio 29:29.
Dt 29:29 — As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que obedeçamos a todas as palavras desta Lei.
A revelação que Deus oferece de Si mesmo em Sua Palavra é para ser estudada. Temos de procurar compreendê-la. Mas não devemos penetrar além disso. A inteligência mais privilegiada pode se esforçar até o esgotamento em especulações a respeito da natureza de Deus; mas o esforço será inútil. A solução para esse problema não foi concedida a nós. Nenhuma mente humana pode compreender Deus. O ser humano finito não deve tentar interpretá-lO. Ninguém deve alimentar especulações[1] com respeito à natureza divina. Nesse assunto, o silêncio é eloquência[2]. O Onisciente está acima de qualquer debate. — Testemunhos para a igreja, vol. 8, p. 279.
Segunda-feira, 1º de outubro
2. REVELAÇÃO DIVINA NECESSÁRIA
A. Quem Deus usa para nos revelar as coisas referentes à Sua própria Pessoa? Por que esse Agente divino é fundamental até mesmo nos dias de hoje? 1 Coríntios 2:10 (primeira parte).
1Co 2:10 (p. p.) — Deus, porém, revelou-as a nós pelo Seu Espírito. [...]
O Espírito Santo, enviado do Céu pela bondade do infinito amor, toma as coisas de Deus e as revela a todo aquele que tiver absoluta fé em Cristo. Por Seu poder, as verdades vitais das quais depende a salvação são impressas na mente, e o caminho da vida se torna tão claro que ninguém precisa se desviar dele. Estudando as Escrituras, devemos orar para que a luz do Santo Espírito de Deus ilumine a Palavra a fim de vermos e apreciarmos suas joias. — Parábolas de Jesus, p. 113.
Em Sua Palavra, Deus concedeu aos homens o conhecimento necessário para a salvação. As Sagradas Escrituras devem ser aceitas como uma revelação autorizada e infalível de Sua vontade. Elas formam o padrão de caráter, o meio pelo qual a doutrina é revelada, e a prova da experiência. [...] Contudo, o fato de Deus ter desvendado Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra não tornou desnecessárias a presença e a orientação contínuas do Espírito Santo. Pelo contrário, o Espírito foi prometido por nosso Salvador com o objetivo de abrir a Palavra a Seus servos, e para esclarecer e aplicar os ensinamentos dela. — A maravilhosa graça de Deus, p. 198.
B. De que modo as Sagradas Escrituras foram escritas, e por quê? 2 Pedro 1:21; Romanos 15:4; 2 Timóteo 3:16.
2Pe 1:21 — Pois a profecia nunca foi produzida por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo.
Rm 15:4 — Porque tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nossa instrução, para que tenhamos esperança por meio da perseverança e do ânimo que provêm das Escrituras.
2Tm 3:16 — Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.
A Bíblia aponta a Deus como seu Autor, mas foi escrita por mãos humanas; e no estilo variado de seus diferentes livros, apresenta as características [pessoais] dos diversos escritores. As verdades reveladas são todas divinamente inspiradas (2 Timóteo 3:16); no entanto, expressas por palavras humanas. Por meio de Seu Santo Espírito, o Infinito iluminou a mente e o coração de Seus servos. — A fé pela qual eu vivo, p. 10.
As palavras da Bíblia não são inspiradas, mas os homens foram. A inspiração não age sobre as palavras ou expressões humanas, mas sobre o próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é inundado por pensamentos. Mas as palavras recebem a impressão da mente individual. [...] A mente e a vontade divinas são combinadas com a mente e a vontade humanas. — The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 7, pp. 945 e 946.
Terça-feira, 2 de outubro
3. O ESPÍRITO SANTO, A TESTEMUNHA DIVINA
A. Qual é a prova de que o Espírito Santo é um dos Três Poderes celestiais que compõem a Divindade? Mateus 28:19. Qual é a Sua obra?
Mt 28:19 — Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A Divindade foi movida de compaixão pela raça [caída], e o Pai, o Filho e o Espírito Santo Se dedicaram a concretizar o plano da redenção. — Conselhos sobre saúde, p. 222.
Há Três Pessoas vivas pertencentes ao Trio Celeste; em nome desses três grandes poderes — o Pai, o Filho e o Espírito Santo —, os que recebem a Cristo pela fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo. — Evangelismo, p. 615.
O Espírito seria dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo nenhum valor teria. O poder do mal vinha se fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão humana a esse cativeiro satânico. Só seria possível resistir ao pecado e vencê-lo por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Divindade, a qual viria, não com energia modificada, mas em toda a extensão do divino poder. É o Espírito que torna eficaz aquilo que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele, o crente se torna participante da natureza divina. Cristo concedeu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. — O Desejado de Todas as Nações, p. 671.
B. Que obra do Espírito Santo também demonstra que Ele é uma pessoa divina, igual a Deus? 1 Coríntios 2:10 (última parte).
1Co 2:10 (ú. p.) — [...] Pois o Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.
O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia confirmar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia penetrar os segredos que permanecem ocultos na mente de Deus. “Pois, quem conhece as coisas do homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (1 Coríntios 2:11). — Evangelismo, p. 617.
Quarta-feira, 3 de outubro
4. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO
A. Por que a natureza exata do Espírito Santo permanecerá um mistério? João 16:13.
Jo 16:13 — Quando, porém, vier o Espírito da verdade, Ele vos conduzirá a toda a verdade. E não falará de Si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que é o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, “o Espírito da verdade, que procede do Pai” (João 15:26). Está claramente revelado a respeito do Espírito Santo que, em Sua obra de guiar os homens a toda verdade, “não falará de Si mesmo” (João 16:13).
A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não revelou isso a eles. [...] Quanto a esses mistérios, que são profundos demais para a compreensão humana, o silêncio é ouro. — Atos dos apóstolos, pp. 51 e 52.
B. Embora a natureza do Espírito Santo seja um mistério, o que mostra que Ele é “tanto uma pessoa como o próprio Deus”? Romanos 8:16, 26 e 27.
Rm 8:16, 26 e 27 — O próprio Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. [...] 26 Do mesmo modo, o Espírito nos socorre na fraqueza, pois não sabemos como devemos orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos que não se expressam com palavras. 27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a intenção do Espírito; Ele intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus.
Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos [da Escola de Avondale].
O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Uma vez que esse testemunho é dado, traz consigo mesmo sua própria evidência. Em tais ocasiões, acreditamos e temos certeza de que somos filhos de Deus. — Evangelismo, p. 616.
C. Como sabemos que o Espírito Santo tem vontade própria, mesmo enquanto está servindo sob a direção de Cristo e do Pai? 1 Coríntios 12:11; Atos 13:2.
1Co 12:11 — Mas um só Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as individualmente conforme deseja.
At 13:2 — Enquanto cultuavam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separai-Me Barnabé e Saulo para a obra para a qual os tenho chamado.
Quando o Salvador disse: “Ide, ensinai todas as nações” (Mateus 28:20), Ele também disse: “E estes sinais acompanharão os que crerem: em Meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, pegarão em serpentes, e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; imporão as mãos aos enfermos, e estes serão curados” (Marcos 16:17 e 18). A promessa é tão ampla quanto a comissão. Não que todos os dons sejam dados a cada crente. O Espírito reparte “individualmente, conforme deseja” (1 Coríntios 12:11). Mas os dons do Espírito são prometidos a todo o que crê, de acordo com a necessidade da obra do Senhor. — O Desejado de Todas as Nações, p. 823.
A obra do povo de Deus pode e será variada, mas um só Espírito é o propulsor[3] de tudo. — Minha consagração hoje, p. 276.
Quinta-feira, 4 de outubro
5. UM DIVINO CONSOLADOR
A. De que forma o Espírito Santo é o “outro Consolador”? João 14:16.
Jo 14:16 — E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique para sempre convosco.
O Consolador é também chamado de “Espírito de verdade”. Sua obra é definir e manter a verdade. Primeiro, habita no coração como o Espírito da verdade, e assim Se torna o Consolador. Há conforto e paz na verdade, mas nenhuma paz ou conforto real podem ser encontrados no erro. [...] Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e imprime a verdade no coração. — O Desejado de Todas as Nações, p. 671.
B. O que o Espírito Santo fará por todo crente? João 16:13 (primeira parte).
Jo 16:13 (p. p.) — Quando, porém, vier o Espírito da verdade, Ele vos conduzirá a toda a verdade.
Quando a tocha celestial é colocada em suas mãos, o indagador da verdade vê sua própria fraqueza e doença, sua completa incapacidade para buscar, por si mesmo, a justiça. Vê que não existe coisa alguma em si mesmo que o recomende a Deus. Ora pelo Espírito Santo, o representante de Cristo, para lhe servir de guia constante a fim de conduzi-lo a toda a verdade. — Conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 450.
Em cada momento e lugar, em todas as tristezas e aflições, quando a perspectiva parece sombria e o futuro desconcertante, e nos sentimos desamparados e sós, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. As circunstâncias podem nos separar de todos os amigos da Terra; mas nenhuma situação, nenhuma distância pode nos separar do Consolador celestial. Onde quer que estejamos, aonde quer que formos, Ele está sempre à nossa direita para apoiar, sustentar, encorajar e animar. — O Desejado de Todas as Nações, pp. 669 e 670.
Sexta-feira, 5 de outubro
PARA VOCÊ REFLETIR
1. Quanto de Si mesmo Deus revela a nós? Por quê?
2. Qual é a única forma de obtermos conhecimento genuíno acerca de Deus?
3. Como podemos saber que há Três Pessoas no Trio Celestial? Cite exemplos da Escritura.
4. O que demonstra que o Espírito Santo é uma Pessoa divina?
5. De que modo o Espírito Santo nos consola?
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